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O zagueiro Digão, apesar da presença constante no Departamento Médico, já enfrentou muitas situações de pressão no Fluminense. Mesmo sendo reserva de Abel Braga, o jogador terá dois grandes desafios pela frente: a semifinal da Taça Guanabara contra o Botafogo e o jogo contra o Boca Juniors pela Libertadores. - Vínhamos em uma situação complicada e não dependíamos apenas de nós. Neste jogo contra o Bangu, havia todo um fator psicológico envolvido, pois não tínhamos informações sobre a partida do Vasco. Então, era primordial uma boa atuação da defesa, evitar levar gols. Pela Libertadores, o Fluminense terá pela frente o time multicampeão Boca Juniors e a fanática torcida argentina, famosa pela pressão nos adversários. Além disso, o time de Riquelme só empatou em sua estréia na competição e precisa da vitória dentro de casa. - O nosso grupo tem a consciência de que jogar em La Bombonera é muito complicado. Trata-se de um caldeirão, a torcida fica em cima mesmo. Mas temos que ter consciência de que o grupo do Fluminense é forte e tem totais condições de buscar um resultado positivo lá na Argentina. Lançado no milagre de 2009, Digão foi homem de confiança do técnico Cuca. Hoje no Atlético-MG, o ex-treinador tricolor garantiu que o zagueiro está preparado para qualquer desafio. - Depois do que ele passou em 2009, Digão está pronto para qualquer parada. Não tenho a menor dúvida disso. Com duas graves lesões no currículo, Digão chegou a pensar em desistir da carreira no futebol, mas conseguiu dar a volta por cima graças à ajuda da família e dos amigos. - Venho de duas lesões graves, o que me assustou um pouco. Quando um jogador fica sabendo a gravidade da lesão, é natural ele pensar no pior. Mas nessas horas temos que nos apegar muito à família e aos amigos para dar a volta por cima. Foi aí que eu encontrei o que eu precisava para me recuperar bem. Hoje posso dizer que, se não fosse por eles, não sei se teria a força que tive para voltar a atuar - disse o zagueiro.
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